sábado, 28 de março de 2009

Desabafo de uma mulher


























Hoje recebi uma mensagem com o título "Desabafo da mulher moderna", isso me fez pensar sobre um passado que não vivi, tenho apenas uma vaga idéia do que deva ter sido a vida das mulheres no tempo de nossas avós.

A tal mulher moderna diz : Se tivesse filhos, gastaria a manhã brincando com eles, se tivesse cachorro, passeando pelas redondezas…Aquário? Olhando os peixinhos nadarem…Se eu tivesse tempo… gostaria de fazer alongamento… Brigadeiro…
Gostaria de saber quem foi a mentecapta, a infeliz matriz das feministas que teve a estúpida idéia de reivindicar direitos de mulher… queria saber.

Bem, tive a nítida impressão de que a autora do desabafo é uma mulher muito triste e infeliz, pois em pleno século XXI faço brigadeiros, bolo de chocolate, bordo as toalhas de banho,faço os arranjos de mesa para o Natal ,toco violino em uma orquetra, leio para minhas filhas , passeio com minha cachorrinha e nem sou feminista.
Aliás, não sou feminista nem machista, sou MULHER.
Não acho que estava tudo bem no tempo de nossas avós!
Devia ser muito triste não podermos aprender a ler, não termos direito ao voto, de não podermos sequer escolher nossos futuros maridos.
Sem falar que muitas mulheres nem chamavam seus maridos pelo primeiro nome, deviam-lhes obediência e submissão e dependiam deles para comer.vestir e pensar.
O amor era feito sob as cobertas e sentir prazer era para as mulheres de vida fácil , como eram chamadas.
Pouco poético, não?.
Ainda hoje, podemos trocar receitas, ler ótimos livros de nossas próprias bibliotecas , bordar o vestido que usaremos na noite de autógrafos de nosso próprio livro, semear crisântemos e dálias no jardim de nossa casa, colher tomates de nossa pequena horta .

Aí vem uma fulaninha qualquer e diz que felizes eram nossas avós que gostavam de usar espartilhos que as deixavam quase sem respirar e que nosso espaço deveria resumir-se entre as quatro paredes devidamente pagas pelo marido provedor que generosamente nos deixava decorá-las.
Hoje podemos escolher se queremos casar ou ficarmos solteiras, podemos usar livremente nossos neurônios , respirar e decidir que rumo queremos dar as nossas vidas.
Antigamente os casamentos duravam para sempre e a infelicidade e a insatisfação feminina também.

A fulaninha diz que "Não agüenta mais ser obrigada ao ritual diário de fazer escova, maquiar, passar hidratantes, escolher que roupa vestir, e que sapatos combinar, que acessórios usar. tão cansada de ter que disfarçar seu humor , que sair sempre correndo, ficar engarrafada, correr risco de ser assaltada, de morrer atropelada, passar o dia ereta na frente do computador, com o telefone no ouvido, resolvendo problemas que nem são dela!"

Ora bolas! Não use os hidratantes, não faça escova progressiva , não use maquilagem , fique mau humorada, solte a franga , vá fazer uma terapia cognitiva!!

Mas viva plenamente!

De minha parte, quero alguém que chegue do trabalho, sente no nosso sofá, coloque os pés pra cima e diga “meu bem, que bom que já estamos em casa”.
Descobri que nasci para ser feliz e se tiver um homem ao meu lado, que ele seja meu companheiro, não dono da minha vida!


Nana Pereira

Um comentário:

Aninha Leme disse...

Concordo com tudo e digo-lhe mais:
quero que quem escreveu esse texto se estrumbique!!!!
e segunda coisa: que quem repassou pense muito sobre tudo isso... deve ser o tipo de pessoa que enxerga a mulher como um pedaço de bife sem inteligência... e não me surpreenderei se ele estiver solteiro ou descasado...
rá rá rá!!

beijos