domingo, 18 de outubro de 2009

As traças da decepção!

Sim, este é o título , curto e grosso a respeito da peça que fomos assistir ontem no Teatro Augusta.
"As traças da paixão" começa com um cenário sugestivo de uma taverna e com a música francesa "Que reste-t-il de nos amours " de Charles Trénet.
Imediatamente pensei , que lindo, que bom gosto, a peça promete!

Até que entram em cena a atriz Lucélia Santos e o ator Maurício Machado...

Numa linguagem pobre e tosca, com palavrões desnecessários ,um humor pobre e sem graça, fazem alusão à vida da herdeira dos czares russos , Anastácia que provavelmente revirou-se na tumba diante de tanto mau gosto.
Uma tragicomédia lamentável!
As vinte minutos da peça resolvemos sair do recinto, porque pensamos que teatro é arte, e arte é para alimentar o espírito e o alimento ali servido estava estragado.

Saimos silenciosamente e fomos direto ao estacionamento do teatro para pegarmos o carro. Já dentro do estacionamento, uma mulher muito simpática e sorridente nos abordou e perguntou porque havíamos saído antes do término da peça.
Respondi que não estava gostando da linguagem usada e que a peça era pobre, desprovida de beleza e que a única coisa de que gostei foi a música de Charles Trénet.

Agora vem o desfecho:

Como ela também estava no estacionamento, resolvi perguntar porque ela havia saído antes de terminar a peça .
Ela responde:
- Sou a produtora da peça.

Fecha a cortina e minha cara cai no chão!


kkkkkkkkk


Nana Pereira


Letra da música:


Que reste-t-il de nos amours
Que reste-t-il de ces beaux jours
Une photo, vieille photo
De ma jeunesse
Que reste-t-il des billets doux
Des mois d' avril, des rendez-vous
Un souvenir qui me poursuit
Sans cesse
Bonheur fané, cheveux au vent
Baisers volés, rêves mouvants
Que reste-t-il de tout cela
Dites-le-moi
Un petit village, un vieux clocher
Un paysage si bien caché
Et dans un nuage le cher visage
De mon passé...

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