terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Manual do beijo






















Existem vários tipos de beijos, deveria haver um manual que os definisse e explicasse.
Beijos são de suma importância na vida de um mortal!
Diria até, de importância vital, por que não?
Ninguém deveria passar um dia sequer sem beijos, penso eu!
Aqueles despretensiosos, sem nenhuma intenção de sedução,
Aqueles que são generosos e os damos nas mãos,
Beijos inocentes e sorridentes, que sapecamos nas bochechas .
Beijos barulhentos,beijos silenciosos, beijinhos,beijocas , beijos...
Beijo é bom em qualquer idioma. É sempre bom aprender,
Beso, bacio, kisu, kiss, bise, honi, kiso...
Beijos para depois do amor, aninhados ao corpo do outro, pernas entrelaçadas,
apoia-se o rosto no peito e deposita-se o beijo no ombro ,com suave mordida,
enquanto aspira-se o perfume que exala da pele.
Tem também os beijos perfumados,que são dados entre o pescoço e a orelha,
sutilmente, levemente, de olhos fechados.
Existem também aqueles beijos que damos com os olhos,
que ficam a passear pelo rosto da pessoa amada, sem pressa,
esses são ótimos para as madrugadas,
muitas vezes , finalizados com a boca, num tiro de misericórdia.
Mas, existem os beijos de almas, mesclados de doçura e loucura.
Começam com o olhar e com os olhos bem abertos mergulha-se na alma do outro,
Estes são os beijos que chamo de inesquecíveis!

Nana Pereira

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Cão de Nádia










Nádia era uma pessoa muito talentosa. Pintava, bordava e teclava como ninguém.

Além disto, fazia brigadeiros de outro mundo, tortas de frango maravilhosas – mesmo quando desprovida da massa Arosa - e um chá Matte daqui ó*.



*Tomada 1: neste momento a atriz puxa a orelha e faz cara de marmota, piscando os olhos alternadamente, quase que como um sintoma de quem tem TOC.



Nádia tinha um sofazinho na sua ante-sala, que acomodava as visitas, e servia de playground e refúgio para sua cachorrinha Baby Conan (Baby C para os bem íntimos).

Baby C. era uma cachorrinha muito ativa; no linguajar carioca, uma verdadeira Cã. Comia de tudo: ração, frutas, bolachinhas, recheio de brinquedos de pano até bens de consumo durável, como mesas e, é claro, sofás.

Um dia Baby C. descobriu seus dons de arqueóloga, e achava que havia um grande tesouro dentro do sofá. Após escavar bem o móvel e deixar à mostra muita espuma e mola, Baby C. chegou à conclusão que era alarme falso, e que o dinheiro grosso estava na psiquiatria**.



**Tomada 2: neste momento Nádia diz, com voz motivacional, olhando com muito carinho para Baby C.: “lute, meu rapaz, lute!”



O sofá, já desfigurado, teve que ser removido do local e doado, entes que algum mendigo o visse e resolvesse morar ali.



E desde então Baby C., como sinal de solidariedade pela perda do sofá, tenta se punir pelo ato destruidor: sempre que chega alguma visita, ela faz uma procissão até o corredor e dá 3 voltas dentro do elevador repetindo o mantra (em pensamento canino): Goosfraba, goosfraba.


Ana Paula Barros


PS: Ana Paula Barros, exímia caçadora de joaninhas, é filha de Nana Pereira e é apaixonada por brigadeiros.