sexta-feira, 5 de junho de 2009

Teste de honestidade

















A história se passa nos anos 80 , sala de aula da escola americana do colégio Mackenzie.
Minha filha Ana Carolina resolveu fazer um teste de honestidade com um amiguinho da classe.
Pega de sua mochila uma nota de UM REAL , amassa e joga perto da carteira do menino e imediatamente pergunta ao mesmo se o dinheiro é dele.
Rapidamente o coleguinha diz que sim , pega a cédula amassada e coloca no bolso.
Ela chega em casa e conta o episódio , meio decepcionada, mas aliviada por ter descoberto que o menino além de mentiroso é desonesto , portanto não é digno de sua admiração.

Pois é!
No mundo em que vivemos, o normal é ser desonesto e mentiroso, quando encontramos uma pessoa honesta ficamos surpresos.
A honestidade deveria ser uma coisa preciosa para nós, mas vamos combinar, com os políticos que temos, que acham normal roubar , que desviam dinheiro para suas contas pessoais no exterior e que dizem que estão se lixando para a opinião do povão, o que podemos esperar de nossas crianças?
Quando lembro desse episódio ainda tenho esperança de que nem tudo está perdido.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Só pra contrariar!

























Em época de gripe suína não dá para resistir, e de vez em quando, é deixar aflorar nosso lado espírito de porco!

A história se passa num dos Self Services em que almoço.

Normalmente saio para comer quando minha barriga já está aos roncos , pedindo socorro e chego ao local esfomeada.
Esta semana , tomei banho e para não perder tempo , nem sequei os cabelos ( agora com escova progressiva só na franja rebelde e indomável).

Entrei na fila para pegar a comida e bem atrás de mim estava uma senhora de uns 65 ou 68 anos mais ou menos.
A fila não andava e a distinta senhora começou a puxar conversa comigo:
- Não sei porque esse pessoal demora tanto para pegar a comida.

Calada fiquei!

Estava inconformada porque uma das mocréias que estava na minha frente pegou todas as mangas da salada de fruta.

Revoltada a já não tão distinta senhora disparou:
- Você não acha que esse povo demora demais para pegar a comida?

Abri a boca e fechei novamente, pensei um pouco e , neste momento o tal espírito de porco baixou em mim!

- Eles estão escolhendo o que vão pegar, minha senhora.

Ao que ela respondeu:

- Mas eu quando entro na fila já sei o que vou pegar.

Respondi com cara de pessoa meiga e tolerante:

- Eles olham e pensam se querem comer aquilo, né?

A pobre velhinha incompreendida calou-se e botou o rabo entre as pernas.

Por dentro, fiquei pensando em como tem gente lerda nesse mundo. Tem gente que aproveita para bater papo na fila, falar no celular e não se importa se tem alguém esfomeado esperando a vez.

O fato é que naquele dia eu tinha feito um lanchinho às 11h e não estava desesperada de fome , senão tinha endossado a reclamação e dado uma cotovelada nas duas mocréias que estavam na minha frente, agindo como se não houvesse amanhã.

Nana Pereira