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quinta-feira, 31 de julho de 2014
A querida do lar
Esse negócio de Rainha do lar não está com nada!
Rainhas não cozinham, não levam filhos na escola, não ajudam na lição de casa e muito menos fazem bolinhos de chuva.
E tenho o dito!
Na verdade, acho que nós mulheres temos que ser tratadas como "As queridas do lar"!
Às vezes, pessoas perguntam-me como consegui educar duas filhas sozinha , qual foi o segredo.
Eu respondo que o segredo foi o amor.
Amor e respeito, claro!
Uma "Querida do lar" deve criar regras a serem cumpridas, segundo seus príncipios e seu bom senso!
Comigo funcionou!
É claro que cometi um monte de erros e bobagens, mas no geral, acho que me saí bem!
Algumas regras:
* A criança parou de usar fraldas, é hora de lavar sua cueca ou calcinha na hora do banho( isto não é castigo, é um tipo de prêmio, promoção);
* Cada um deve lavar seu tênis;
* Tirar o prato da mesa após a refeição;
* Pedir ajuda na lição se for necessário;
* Criar uma "caixa de correio" para as reclamações;
* Nunca mentir;
* TV ou vídeo-game só depois da lição feita;
* Aprender uma língua estrangeira;
Eu também tinha umas regras a serem seguidas por mim mesma:
* Tirar uma noite por semana para ler e desenhar com as crianças;
* Dar livros de histórias em ocasiões especiais ou não;
* Fazer o serviço da casa na parte da manhã;
* Se a cozinha foi varrida até as 2h da tarde, muito que bem, se não foi, agora só no outro dia;
* Levá-las à igreja;
* Assistir desenhos e filminhos com as crianças;
* Brincar de boneca (no meu caso, porque tive só meninas)
* Incentivar o gosto pela música;
* Ser carinhosa e saber ouvir as reclamações;
* Quando disser não, explicar o porquê;
* Manter sempre a palavra;
* Estar atenta às amizades dos filhos.
Pronto!
Só isso!
Nunca fui boa em brigar com as crianças, elas riam e diziam:
- Mãe, você fica tão linda quando está brava!
Nana Pereira
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
A primeira Alice da família!

Meu avô se chamava João, e era um homem bom!
Nunca vi meu avô triste ou irritado.
Gostava de colocar apelido nas pessoas e era apaixonado pela vovó!
Lembro-me dele sentado na frente da TV e a vovó fazendo coceirinha nas costas dele,
Lembro-me dele contando a história de como fugiu da escola para não apanhar mais de palmatória.
Vovó saía para a ginástica e ele fazia a comida, e lavava a louça antes dela chegar.
Todos os dias depois do almoço, ele sentava na varanda para ler a Bíblia e fazer suas anotações com letras ininteligíveis. Acho que só ele sabia o que havia escrito.
Aos domingos, pegava a lista da feira que a vovó fazia , colocava dentro da Bíblia e ia para o culto.
Quando cresci e mudei para São Paulo,sempre que alguma coisa me afligia,telefonava e pedia que ele orasse por mim, parece que Deus atendia mais rápido, tal a fé dele.
Com a velhice, seu problema de surdez agravou-se, foi ficando cada vez mais surdo.
Foi nesta época que o apelidaram de Alice.
A família estava em guerra, o mundo cheio de violência, mas como era surdo não ouvia nada.
Quando ele despontava na esquina, meus primos já avisavam: Alice está chegando!!
Viveu feliz até os 98 anos.
By Nana Pereira
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